Apertem o cinto, o teto sumiu

Ontem, o Banco Central (BC) admitiu que a inflação deve atingir 9% em 2015 e, com isso, estourar o teto da meta, 6,5%. Além disso, o BC também admitiu que a economia brasileira deve "encolher" 1,1% neste ano – a maior contração em 25 anos.

Na previsão ainda 'otimista' do BC, a inflação só deve retomar ao centro da meta, que é de 4,5%, no final de 2016 ou em 2017.

Nem só de otimismo vive o brasileiro, afinal tem que vestir-se, alimentar-se e viver, então o que podemos aguardar nestes seis meses que nos restam? 

Apertem os cintos, economizem, façam sua lição de casa, porque o Governo Federal esqueceu sua parte e está transferindo tudo para a população, que paga mais pela energia elétrica, alimentação, vestuário e itens básicos como saúde e educação.

Quando o Estado falha, somente faz previsões (tem sido assim nos últimos anos) e poucos movimentos para fazer a sua parte.

Pesquise, pechinche, negocie.. faça tudo para que for preciso para não ficar (muito) no vermelho

Propaganda de ótica causa polêmica na Espanha

A propaganda é uma mensagem quer integrar uma mensagem em duas vias: da empresa que o veicula e do mercado consumidor. Nem sempre é bem entendido quando, por várias razões, o público entende que existem outras intenções além da divulgação do produto (ou serviço).


Foi isto que ocorreu No comercial de TV da Multiópticas ( assista aqui), um homem entra em um bar do "Velho Oeste" cheio de mulheres e ao final escolhe uma de lingerie que está de óculos. A voz de fundo diz "Tenha a incrível sensação de estrear todas as vezes que quiser".

Foto: Yolanda Domínguez
A reação foi quase instantânea, em plena luz do dia, grupos de mulheres andaram pelas ruas de Madri e Sevilha de lingerie na última quarta-feira (06/05), gerando olhares curiosos, insultos e até reclamações para a polícia.

Mas o passeio com traje íntimo tinha um objetivo: um protesto contra uma propaganda da Multiópticas que, na visão delas, colocava as mulheres como 'objeto'.

Segundo Yolanda Domínguez, idealizadora do protesto, a propaganda faz um comparativo das mulheres com acessórios ao estabelecer uma analogia delas com os óculos – assim como eles, as mulheres seriam acessíveis e acessórias. A campanha "Acessíveis e Acessórias" criada por ela chegou a ser compartilhada mais de 40 mil vezes no Facebook.

"Neste anúncio, é feita uma analogia entre um objeto e as mulheres, caracterizando-as como 'acessíveis' e 'acessórias': acessíveis porque estão dispostas e disponíveis, e acessórias porque você pode trocá-las quantas vezes quiser", escreveu Domínguez na sua página.

Para manifestar a indignação com a campanha, as mulheres saíram vestidas de lingerie e foram visitar lojas da Multiópticas com os mesmos trajes que as mulheres da propaganda aparecem.

A empresa é claro, desmentiu o objetivo citada pela autora do protesto: "A propaganda não pretende ser uma representação literal do Velho Oeste".

Mas dai a polêmica já estava nas ruas de Madri e Sevilla, será que no Brasil teríamos este tipo de rejeição e movimentação nas ruas???

Fonte: BBC Brasil

Tomate, preço, piada e viralização


A administração passa, também, pela observação de fatores de consumo da sociedade. Através da visualização de certos fatores poderemos entender como a economia comporta-se com noticias que, nem sempre, são alvos de uma análise do administrador e nem da administração. 
Por exemplo, podemos citar a alta do tomate no Brasil, com preços maiores em 12 capitais, de acordo com o Dieese, já vem causando alvoroço. O que é um drama para as familias brasileiras, já que a fruta está fortemente difundida na mesa dos brasileiros.

A cada dia, mais e mais noticias que já estão contrabandeando o produto da Argentina e, nas redes sociais não poderia ser diferente: o tomate já virou piada e campanhas, algumas inteligentes e outras totalmente sem graça. O que administração tem a dizer sobre isto? Apenas refletem um mundo em que nada mais passa sem referencias, nem sempre elogiáveis, das mídias digitais.

Abaixo, reproduziremos algumas desta imagens que estão por ai, acessiveis na internet





 

Danos a marca, por erro na linha de produção


O maior dano que uma marca pode sofrer é quando sofre um erro na linha de produção, o caso mais recente ocorreu com o suco de maçã ADES, da gigante multinacional UNILEVER, que lançou uma nota : 
"A companhia identificou que pelo menos 96 unidades do suco estão inapropriadas para o consumo humano. Os lotes envolvidos são os com as iniciais AGB 25, fabricado em 25 de fevereiro de 2013, com validade a vencer em 22 de dezembro de 2013. "Nestas unidades foi identificada uma alteração no seu conteúdo decorrente de uma falha no processo de higienização, que resultou no envase de embalagens com solução de limpeza da máquina"

Os produtos contaminados foram distribuídos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Em comunicado, a unidade brasileira da holding de consumo alerta que a ingestão dos sucos contaminados pode provocar queimaduras.

Se os danos a imagem e confiabilidade do produtos serão somente a curto, médio ou longo prazo, fica díficil de dizer, afinal, esta noticia teve grande repercussão na mídia, conforme tweet abaixo da Rosana Herman,  do Portal R7:

Vale tudo na publicidade? Carnaval e Devassa

Já falei aqui no artigo Vale tudo por uma promoção , onde dezenas de clientes usaram apenas roupas íntimas para aproveitar a promoção. A campanha fez até com que criassem filas de espera para entrar na loja. Essa não é a primeira vez que a Desigual fez a ação. Todo o ano, a empresa promove a campanha.

E agora no carnaval teve esta campanha : "O que você está esperando para ter a sua primeira vez?" O slogan da campanha de carnaval da cerveja Devassa, associando perda de virgindade ao consumo de álcool."

Considerando que a grande maioria dos jovens têm sua primeira experiência sexual na adolescência e que o anúncio chega a todos os públicos indiscriminadamente, e não só aos adultos, até que ponto estimularia consumidores menores de idade a tomar decisões apressadas quanto à sexualidade, com o agravante de associá-las ao consumo de álcool, nos quatro dias de folia? 
 
Já o porta-voz da empresa, assessor de imprensa Paulo Figueiredo argumentou que a única intenção do mote foi aliar a já conhecida irreverência das campanhas da Devassa ao estímulo para que as pessoas experimentem e apreciem o produto.
 
Não acredito muito em irreverência nestas campanhas, ainda mais com bebidas alcoolicas,  que esta longe de ser um espetáculo e/ou festa popular. Trata-se única e exclusivamente de negócios, que visa o consumo de massa. 
 
Sabemos há muito que o excessos neste festival de Momo extrapola muito a irreverência citada pelo assessor de impresa.
 
Mas o show deve continuar ( e continuará ad infinitum...)
 

Administrador, consumidor e os produtos a crédito


dinheiro para consumoCada vez mais tenho orgulho em ter escolhido a Administração como minha atividade profissional. A minha área de atuação sempre foi área de custos, com alguma interação na área maior que era administração financeira, assim aprendi que não para avançar e crescer sem um forte respaldo em gestão.

Esta atividade, corriqueira para um administrador, é seguido a risca por donas de casa e pessoas que sabem que, pior que não ter dinheiro, é comprometido a totalidade de suas receitas (ou rendimentos) com dívidas, seja elas de curto, médio ou longo prazo. Agora, façam uma transposição para uma realidade de país e vão ler o artigo de Stephen Kanitz, Aumentar ou Diminuir Juros Ajuda a Controlar a Inflação?  Segundo o artigo: "Oitenta por cento das discussões em Economia que chegam à população leiga, se referem a questão de Política Fiscal ou Política Monetária, como forma de controlar a inflação. Nenhuma outra alternativa é apresentada, e fica claro que ambas não funcionam. "

O inspirado artigo apresenta uma série de nove pontos que são citados por economista, mas não devidamente explicados aos leigos, tais como: "Quando economistas, como Guido Mantega, pagam mais para os poupadores, as empresas que vendem a crédito simplesmente aumentam o número de prestações, não o valor da prestação que continua cabendo no tamanho do salário do consumidor. Efeito zero a curto prazo na queda de demanda. "

O encerramento do artigo é um convite a reflexão "Vocês leigos preferem ter um país administrado por economistas, comentado por outros economistas, criticados somente por outros economistas, do que um país administrado por administradores que entendem um pouco de consumidor, e como eles compram nossos produtos a crédito? "

É por estas e outras opiniões que sigo, e não é de hoje, os artigos do Professor Stephen Kanitz.