Crédito farto e barato, um sonho que a crise fez desaparecer

Nos primeiros três meses de 2015, contratação registrou recuo de 14% em relação ao quarto trimestre do ano passado


A forte restrição dos bancos à concessão de crédito tem travado os negócios das empresas em vários setores da economia. Com o caixa debilitado pelo baixo desempenho econômico e sem acesso a linhas de crédito para capital de giro ou investimentos, as companhias começam a enxugar as estruturas, reduzir o quadro de funcionários e adiar pagamentos.

Nos três primeiros meses do ano, a concessão de crédito para empresas no País caiu 14% em relação ao quarto trimestre de 2014, de R$ 429,5 bilhões para R$ 407,3 bilhões, conforme relatório do Banco Central. No mesmo período, entretanto, a demanda por empréstimos continuou em alta: subiu 9,7%, segundo a Serasa Experian. "Se esse indicador está crescendo e a concessão caindo é sinal que os bancos estão mais seletivos na liberação de crédito", explica o economista da empresa, Luiz Rabi.

Além do recuo no volume concedido, as taxas de juros aumentaram, os prazos de pagamento dos empréstimos diminuíram e a inadimplência cresceu. Pelos dados da Serasa, o atraso nos pagamentos de despesas financeiras e não financeiras avançou 12% no primeiro trimestre, demonstrando a dificuldade das companhias diante da queda da atividade, custos mais elevados (energia elétrica e combustíveis, por exemplo) e escassez (e encarecimento) de crédito.

Fonte: JC

Credito farto, saude financeira em risco



O Governo Federal optou, mais uma vez, por "pacotes" de estimulo ao consumo. Como já falei no meu artigo anterior, Financeirização da Pobreza esta é a opção mais fácil e rápida para estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Uma nova modalidade de crédito (que antes nem era mencionada) é o novo risco para saude financeira dos consumidores: O financiamento em até 48 vezes, no cartão de crédito. É rápido, fácil, sem burocracia.

De acordo com levantamento do Banco Central, o brasileiro já começou o ano comprometendo 22% da renda com prestações. No último mês, a procura por crédito cresceu 14% em relação a abril - alta puxada, principalmente, pelos consumidores com renda de até R$ 1 mil.

“O comprometimento do brasileiro em termos de renda é alto, mais alto que a média em vários países desenvolvidos e isso chama a atenção. Então mostra que o consumidor tem que tomar cuidado, porque o crédito é feito pra dar qualidade de vida e não virar um problema para o consumidor”, explica Carlos Henrique Almeida, economista da Serasa Experian.

É esta classe socio-economica que o governo  parece querer focar, "nova" e "emergente" classe média, que longe de ter condições de melhores serviços como educação e saúde, prefere financiar bens de consumo como automóvel, motos, geladeiras , TV LCD.

Eles fazem a "festa" e a além de "movimentar" a economia, os gastos ajudam o governo a arrecadar mais impostos e principalmente, "faturar" na imagem. Como se não pagassemos uma quantidade absurda de impostos, taxas, tarifas e contribuições (não voluntárias) para manter toda a máquina estatal girando.

Não me iludo com este pacotes, afinal, o gasto tem que ser pago por alguém, ultimamente o governo tem sido muito hábil em repassar a fatura para seus contribuintes.

Administrador, consumidor e os produtos a crédito


dinheiro para consumoCada vez mais tenho orgulho em ter escolhido a Administração como minha atividade profissional. A minha área de atuação sempre foi área de custos, com alguma interação na área maior que era administração financeira, assim aprendi que não para avançar e crescer sem um forte respaldo em gestão.

Esta atividade, corriqueira para um administrador, é seguido a risca por donas de casa e pessoas que sabem que, pior que não ter dinheiro, é comprometido a totalidade de suas receitas (ou rendimentos) com dívidas, seja elas de curto, médio ou longo prazo. Agora, façam uma transposição para uma realidade de país e vão ler o artigo de Stephen Kanitz, Aumentar ou Diminuir Juros Ajuda a Controlar a Inflação?  Segundo o artigo: "Oitenta por cento das discussões em Economia que chegam à população leiga, se referem a questão de Política Fiscal ou Política Monetária, como forma de controlar a inflação. Nenhuma outra alternativa é apresentada, e fica claro que ambas não funcionam. "

O inspirado artigo apresenta uma série de nove pontos que são citados por economista, mas não devidamente explicados aos leigos, tais como: "Quando economistas, como Guido Mantega, pagam mais para os poupadores, as empresas que vendem a crédito simplesmente aumentam o número de prestações, não o valor da prestação que continua cabendo no tamanho do salário do consumidor. Efeito zero a curto prazo na queda de demanda. "

O encerramento do artigo é um convite a reflexão "Vocês leigos preferem ter um país administrado por economistas, comentado por outros economistas, criticados somente por outros economistas, do que um país administrado por administradores que entendem um pouco de consumidor, e como eles compram nossos produtos a crédito? "

É por estas e outras opiniões que sigo, e não é de hoje, os artigos do Professor Stephen Kanitz.