A Economist confia no novo governo

the economist confia em novo governoA Revista de Economia britanica The Economist foi muito clara ao dizer que Michel Temer entende melhor os problemas do Brasil do que a antecessora cassada por um processo de impeachment. No título, o artigo diz que é “tempo de Temer“. 



Michel Temer understands Brazil's problems better than his impeached predecessor did https://t.co/f64q9DUj2v pic.twitter.com/LwfCv1q6a3

— The Economist (@TheEconomist) 4 de setembro de 2016

E o texto abre destacando que quase ninguém foi às ruas defender Dilma Rousseff em seus últimos momentos na Presidência da República. E lembra que o sucesso do PT no poder esteve intimamente ligado ao boom das commodities, uma realidade global na qual Lula surfou, mas aproveitou mal para o país.

Na sequência, cita a narrativa do golpe para negá-la com fatos e mostrar que Dilma Rousseff arruinou o Brasil. E que Michel Temer está disposto a reverter as políticas equivocadas que levaram o país ao buraco.













A volta aos mercados de vizinhança

Os mercados de vizinhança



sem crise
Os mercados de vizinhança, modelo que resistiu a todas as instabilidades, voltam a ganhar força. É onde o consumidor encontra os produtos de padaria, açougue e mercearia em um só lugar, perto de casa, administrado por pessoas em geral conhecidas e moradoras do bairro. Afirmação do consultor Eduardo Miguel, da Expand, que cita o estudo Mercado de Vizinhança da GfK, revelando que o pequeno varejo de alimentos está mais competitivo e faturou 7% mais em 2015 do que em 2014. O melhor desempenho foi das lojas de até 500 metros quadrados e quatro checkouts, que cresceram 12,3%, indicando expansão real no faturamento.

Vantagem nos preços


Os mercados de vizinhança mostram vantagem também nos preços, segundo a GfK. Sua cesta básica de 35 produtos custou menos no primeiro trimestre deste ano do que nos super e hipermercados.

Fonte: JC

Economia vacilante, brasileiros na corda bamba

queda do pib
A recessão brasileira se aprofundou neste início de ano. No primeiro trimestre de 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) teve queda de 0,3% em comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quinta queda trimestral seguida do PIB brasileiro.

Todos os brasileiros estão sentindo o peso destes números com a economia em contração, menos negócios gera menos empregos e/ou retira aqueles que estavam colocados, tudo resultado de falta de confiança do mercado interno e externo, investimentos que fogem, vindos do exterior, que olha com desconfiança as "lambanças" cometidas aqui dentro. 

Só apoiam estas práticas, que ideologicamente estiver interligado a elas, só que isto não enche a panela da população e nem devolvem os empregos retirados.

Sem a retomado do desenvolvimento e sem estancar as "sangrias" de nossa combalida economia, não estamos com um quadro positivo para o desenrolar de nosso país.

E assim, o pessimismo vence a esperança, a não ser que o governo provisório consiga mudar o rumo do "nau" Brasil que está em direção aos "icebergs" e afundar de vez nosso ano.

Como já escrevi aqui, ou reagimos ou sucumbimos, tá na hora de acertar aquela "cesta" de pontos no último segundo do quarto tempo do basquete. É a hora da confiança

Administrador, como resolvedor de problemas

O Administrador, em tempos difíceis como estamos enfrentando (veja o gráfico ao lado), ganha para resolver problemas, criar soluções e encantar clientes. 

O trabalho - muito trabalho - é o meio, não o fim. 

Então, não somos mágicos para tirar um truque da cartola e resolver tudo com um coelho escondido. 

Não existe nada além de trabalho, muito trabalho, que envolve racionalização de despesas, maximização de receitas, corte de custos inúteis e identificação de gargalos. 

Vivemos em momento excepcional, em que a economia macroeconômica vive em caos, gerido pela União através de sucessivos déficits, com politicas equivocadas de benefícios ideológicos, sem retornos para a população. Isto gerou um grande desequilíbrio a nível microeconômico, com empresas de todos os setores tendo uma drástica queda em seus faturamentos, com isto demitindo (e em muitos casos) fechando as portas.

Então, mãos a obra, temos muito trabalho para fazer e um país a reconstruir, o administrador não pode ficar parado.

O estranho (e esquisito) mercado de cabelo humano

Nada nos surpreende mais em mercado globalizado, mesmo quando o comércio é feito por um produto para lá de estranho e esquisito: cabelo humano. E um dos fornecedores deste produto tão diferente é o templo Tirumala Venkateswara na, Índia. Mas há algum tempo atrás ocorreu um problema.

Trinta a quarenta milhões de peregrinos visitam o templo todos os anos, e em um gesto de humildade e sacrifício, de 10% a 25% deles, homens e mulheres, têm a sua cabeça raspada. Todos os dias, a equipe Venkateswara Temple enchia cubas gigantes com cabelo humano, e por um longo tempo, seu pessoal queimou milhares de libras de cabelo, um processo nocivo que produzia gases tóxicos, como amônia e acabou por ser proibida pelo governo indiano na década de 1990.

Mas o que fazer então? A brilhante ideia estava em vendê-lo para milhões de pessoas.

Quando as empresas de moda fazem perucas, um novo mercado milionário estava se abrindo para utilizar este produto tão fartamente produzido. E o mercado consumidor para eles não faltaram, salão de beleza espalhados pelo mundo, entram na disputa para obtê-lo, e um desses fornecedores é exatamente o Templo Venkateswara, que vende seu cabelo em leilões anuais. 
Em 2014, as empresas de moda deram lances de quase $ 12 milhões de dólares, o que para os funcionários do templo  chamam de  "ouro negro".

O leilão Tirumala Temple é parte de um multi-bilionário mercado para a cabelo, um esforço mundial humano que inclui a coleta de longas madeixas para fazer perucas de moda e seu concorrente mais industrial de transformar cabelo em fertilizantes, enchimento de roupas, e ainda aminoácidos utilizados na massa de pizza.

Quase toda a gente descartam sem pensar o seu cabelo. No entanto, ele também pode ser um dos recursos mais preciosos do mundo, e as empresas não podem conseguem obter o suficiente dele.

A peruca de qualidade feito de cabelo humano é vendido por milhares de dólares nos Estados Unidos, e extensões de cabelo feitas de cabelo real pode vender por centenas ou milhares de dólares. Mas é preciso muito trabalho para transformar o cabelo de peregrinos Venkateswara em um produto de luxo.

Quando as empresas compram o cabelo do templo por até US $ 700 por libra, contém sangue, suor e piolhos. 
Os armazéns do templo cheiram mofo e fungos. O jornalista investigativo Scott Carney visitou Tirumala e chamou os cabelos de um "amontoado de odor fétido." Como 600 barbeiros podem raspar a cabeça a cada 5 minutos, eles deixam o couro cabeludo sangrando e bolas de pêlos espalhados pelo chão. 
É preciso alguém na indústria de transformação para reconhecer por que o cabelo é tão valioso. 
Apenas cabelos longos das mulheres é vendido em leilão, o templo vende cabelo dos homens por uma ninharia para usos industriais e uma vez que muitos peregrinos vêm de vilas rurais humildes, eles não usam shampoos ou outros produtos que tratam o cabelo de maneiras que evitem danificá-lo. 
Para transformar o melhor cabelo (a mais longa) de lixo em tesouro, equipes de trabalhadores desembaraçar o cabelo, classificam por tamanho, retiram piolhos e outras partículas, lavam, secam, e tingem de uma variedade de cores. Empresas em seguida, enviam o cabelo para salões de cabeleireiros onde vão dar as diversas finalidades e complementos.

O processo é extremamente trabalhoso. "Para fazer uma peruca high-end", diz Mo Hefnawy de Lori Wigsite, um dos muitos varejistas de perucas feitas por fabricantes indianos e chineses ", alguém sentado lá com uma agulha e costurou alguns cabelos de cada vez. Ele leva 3 ou 4 dias. " 


Auto-motivação em tempo de crise

Abordaremos agora algumas características das pessoas que se auto-motivam, já que a motivação é o fator determinante para que possamos conquistar o crescimento profissional e pessoal em tempo de crise. Não basta apenas os "mau-humores" do mercado financeiro, da economia, de seu chefe ou de uma sociedade que vê crises politicas praticamente todos os dias.

O que fazer, quando em uma segunda-feira, com "tempestades" ruindo sobre o mercado de empregos, sobre o consumo de bens duráveis e dos não-duráveis, sobre serviços feitos pela metade com decréscimo de qualidade, com ondas de elevação de cotação do dólar, com infra-estrutura deficiente seja de prédios públicos (hospitais, postos de saúde, escolas), estradas de rodagem, portos e aeroportos.

É o fim do mundo? é e não é...

Nos dias atuais as empresas esperam contratar pessoas que tenham na sua bagagem algo a mais que competências e conhecimentos técnicos pois de nada irá adiantar se este colaborador chegar ao trabalho transmitindo desânimo e falta de comprometimento com a empresa que acreditou no seu potencial.

Vamos lá, algumas dicas :

1 - Constroem relacionamentos inteligentes: De maneira até inconsciente ele é capaz de envolver as pessoas ao seu redor de maneira positiva mesmo sendo em momentos tensos. É uma pessoa que sabe elevar de forma positiva o seu e o ânimo das outras pessoas.

2- Possuem confiança em si: Compreende que foi contratado por ter um valor que irá agregar positivamente à empresa por mais simples que seja sua atuação irá contribuir para o sucesso de todos, com isso não se sente apenas mais um.

3 - Otimistas: Eles observam oportunidades nas dificuldades. A cada obstáculo que aparece em sua frente isso os fortalecem com o foco em encontrar soluções e superações. É aqui que muitos se surpreendem com o potencial que tem mas que estava adormecido.

4 - São perseverantes no que buscam e acreditam: Embora as conquistas que tanto almejavam não aconteceram no momento esperado eles não irão desistir. Pois irão repensar nas suas novas estratégias, repor as energias e começaram novamente e farão de tudo para não cometerem os mesmos erros.

5 - São bem humoradas: A perca da motivação é fator de doenças como estresse, pressão arterial alterada, enxaqueca entre outros. A busca da automotivação pode ser também uma ação para evitar tais problemas, por isso é sempre deve-se buscar o lado positivo das coisas, pois boas risadas promovem a sensação de bem-estar e prazer.

A automotivação é construída através do autodomínio, força interior, segurança e otimismo isso leva as pessoas a fazerem o que precisa ser feito, cada pessoa age no mundo de acordo com suas próprias vontades, não tem como convencer alguém a fazer algo se esta pessoa não tem vontade de fazer.


Nossa economia no cheque especial

Bem que gostaria de falar de noticias boas sobre a economia do país, mas ultimamente não anda fácil esta tarefa, estamos utilizando o limite do cheque especial, com juros alto e ingressos de receitas menores que nossas despesas. Pior que isto, nossa reputação não é das melhores, visto que nossas notas de créditos das agências internacionais estão com viés negativo.


Vejamos a seguir o resultado disto : o saldo negativo das transações correntes, que são as compras e as vendas de mercadorias e serviços do país com o mundo, ficou em US$ 3,076 bilhões, em setembro, e acumulou US$ 49,362 bilhões, nos nove meses do ano.

No mês passado, a conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) contribuiu para o resultado negativo, com US$ 2,913 bilhões.

Na conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), o déficit ficou em US$ 3 bilhões.

Antes que falemos em crise mundial, falei ontem com um cientista brasileiro, que está radicado em Singapura, sobre este cenário brasileiro no contexto mundial : A imprensa mundial fala muito mal da economia e do destino cientifico do Brasil, quando corta investimentos em formação cientifica e pesquisa de alto nível. 

Apenas para exemplificar, a Universidade de Singapura é a sexta colocada entre as mais importante do mundo na área de Ciência dos Materiais (área do cientista citado), que é capitaneado pela "mítica" MIT (Massachusetts Institute of Technology), alguém sabe se Brasil tem alguma relevância no assunto? Ou tem alguma pesquisa no ramo? 

Sabemos que esta área envolve tinta para evitar corrosão marinha, antiaderente a pragas como o mexilhão dourado, bem tecnologia para polímeros de alta densidade, borracha, baterias de carros e smartphones.

Deve ser maravilhoso ouvir este relato e sonhar com o futuro do país, pensando que apenas 60 anos atrás, Singapura era um país miserável, que sobreviva de uma agricultura precária. O fenômeno para isto se chama educação! 

Investimento maciços em mudar os aspectos psicológicas da pobreza, focalizando no desenvolvimento de uma percepção de resolução de aspectos básicos, conforme a teoria da necessidades preconizadas pelo psicologo norte-americano Abraham Maslow. Para tanto, Maslow definiu uma série de cinco necessidades do ser, dispostas na pirâmide abaixo 



Abaixo a explicação de cada uma delas:

1 – Necessidades fisiológicas: São aquelas que relacionam-se com o ser humano como ser biológico. São as mais importantes: necessidades de manter-se vivo, de respirar, de comer, de descansar, beber, dormir, ter relações sexuais, etc.

No trabalho: Necessidade de horários flexíveis, conforto físico, intervalos de trabalho etc.

2 – Necessidades de segurança: São aquelas que estão vinculadas com as necessidades de sentir-se seguros: sem perigo, em ordem, com segurança, de conservar o emprego etc. No trabalho: emprego estável, plano de saúde, seguro de vida etc.

No trabalho: Necessidade de estabilidade no emprego, boa remuneração, condições seguras de trabalho etc.

3 – Necessidades sociais: São necessidades de manter relações humanas com harmonia: sentir-se parte de um grupo, ser membro de um clube, receber carinho e afeto dos familiares, amigos e pessoas do sexo oposto.

No trabalho: Necessidade de conquistar amizades, manter boas relações, ter superiores gentis etc.

4 – Necessidades de estima: Existem dois tipos: o reconhecimento das nossas capacidades por nós mesmos e o reconhecimento dos outros da nossa capacidade de adequação. Em geral é a necessidade de sentir-se digno, respeitado por si e pelos outros, com prestígio e reconhecimento, poder, orgulho etc. Incluem-se também as necessidades de auto-estima.

No trabalho: Responsabilidade pelos resultados, reconhecimento por todos, promoções ao longo da carreira, feedback etc.

5 – Necessidades de auto-realização: Também conhecidas como necessidades de crescimento. Incluem a realização, aproveitar todo o potencial próprio, ser aquilo que se pode ser, fazer o que a pessoa gosta e é capaz de conseguir. Relaciona-se com as necessidades de estima: a autonomia, a independência e o auto controle.

No trabalho: Desafios no trabalho, necessidade de influenciar nas decisões, autonomia etc.


Responsabilidade pública e as crises de agosto

Economia - responsabilidade pública
Já estamos em agosto, e parece que as eleições do ano passado não terminaram, críticas e mais críticas aos novos e antigos gestores dos executivos estaduais e governo federal.

Estamos em crise econômica, com os cofres públicos "raspados", e necessidades diversas em todos os níveis (municipais, estaduais e federal).

O que fazer? Criticar a gestão anterior? e se for a mesma? lidar com o problema de maneira estrutural e romper com antigos privilégios??

Até os quero-quero de estradas pelo Brasil afora, sabe que os problemas são crônicos, e nem sempre temos gestores capacitados para resolver nossas dificuldades. E por alternâncias ideológicas ou falta de vontade política, equilibrar as finanças públicas não é prioridade.

Os "mariscos" entre as rochas são a população e funcionalismo público que não tem para onde "correr".

E faltam investimentos  estruturais e principalmente "alimentares" para que haja "saúde" pública: faltam investimentos em melhorias de hospitais, postos de saúde, escolas, centrais de medicamentos e segurança física para a população e trabalhadores que exercem a função pública.

Não tem "super-herói" de historia de quadrinhos e nem da ficção em séries de tv e cinema que resolvam as questões cruciais.

Temos que ser resilientes, sabedores que a esperança é o sentimento que nos move para a verdadeira solução de nossos problemas.

E ser otimistas, achando que já chegamos ao "volume morto" do fundo do poço, onde uma "mola" nos impulsionará para sair destas dificuldades que estão deixando todos os brasileiros triste.

É o tal otimismo ensolarado que nos mostra a linha do horizonte como meta e objetivo.

Apertem o cinto, o teto sumiu

Ontem, o Banco Central (BC) admitiu que a inflação deve atingir 9% em 2015 e, com isso, estourar o teto da meta, 6,5%. Além disso, o BC também admitiu que a economia brasileira deve "encolher" 1,1% neste ano – a maior contração em 25 anos.

Na previsão ainda 'otimista' do BC, a inflação só deve retomar ao centro da meta, que é de 4,5%, no final de 2016 ou em 2017.

Nem só de otimismo vive o brasileiro, afinal tem que vestir-se, alimentar-se e viver, então o que podemos aguardar nestes seis meses que nos restam? 

Apertem os cintos, economizem, façam sua lição de casa, porque o Governo Federal esqueceu sua parte e está transferindo tudo para a população, que paga mais pela energia elétrica, alimentação, vestuário e itens básicos como saúde e educação.

Quando o Estado falha, somente faz previsões (tem sido assim nos últimos anos) e poucos movimentos para fazer a sua parte.

Pesquise, pechinche, negocie.. faça tudo para que for preciso para não ficar (muito) no vermelho

A expectativa do balanço da Petrobrás

Aprende-se desde cedo, em qualquer curso técnico e/ou graduação de nível superior que envolvem área de economia, finanças e gestão empresarial, que um balanço de uma empresa mostra sua saúde, vitalidade, capacidade de investimento e viabilidade.

Quando é sonegada esta informação, é terreno fértil para especulações e conspirações.

Há uma grande expectativa em torno da divulgação do balanço da Petrobras de 2014, prometido para esta quarta-feira. Para economistas e analistas do setor, se tudo correr bem, esse pode ser o primeiro passo para uma solução da crise em que a empresa está mergulhada desde que a Operação Lava Jato revelou um extenso esquema de corrupção envolvendo seus funcionários.

Muitos opinam que um balanço auditado é essencial para evitar um aprofundamento dos problemas financeiros da empresa, já que, sem ele, os credores podem pedir o pagamento antecipado de dívidas da estatal.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, prometeu nesta segunda-feira, em Nova York, que a publicação dos resultados "marcará mais uma etapa na reconstrução da companhia".

E depois, mesmo com a divulgação, todos números serão acompanhados com lupa, para identificar se irá ser feito o cálculo (ou uma estimativa) sobre como a corrupção detectada na Operação Lava Jato afetou a companhia.

E o pior cenário pode acontecer também, ser mais uma vez, adiada a divulgação dos resultados.

Até lá, credores, analistas econômicos, agentes políticos e demais interessados estarão a beira de um ataque de nervos...

Vamos acompanhar..

O Brasil, com a vaca tossindo e indo para o brejo

Os velhos ditados populares indicam situações que são difíceis, mas uma vez realidade é de resolução complicada.

Pois a economia brasileira está naqueles dilemas que não sabe se dá xarope para a vaca e não drena o brejo, ou fica preocupado com os preços superfaturados do remédio e das obras de drenagem. 

E começando assim, para descontrair que falamos sobre o pântano que nosso país se envolveu, com escândalos e desequilíbrios fiscais aparecendo a toda hora.

Pior quando isto acaba na capa de uma das mais respeitadas revistas econômicas do mundo, a The Economist.

Na edição, a segunda dedicada ao país em quatro meses, uma passista de escola de samba afunda em um pântano, sob o título “O atoleiro do Brasil” (“Brazil’s quagmire”). A revista fala da “queda de um titã”, diante das problemas fiscais e monetários enfrentados pelo país, que está no “atoleiro” e corre o risco de ficar preso nele.

A publicação aponta que o Brasil passou por altos e baixos nas últimas três décadas e que, depois de se livrar do pesadelo da inflação e alcançar o equilíbrio econômico entre os anos de 2002 e 2008, está de volta ao cenário problemático.

O Brasil já havia sido capa da “The Economist” em outubro, antes do segundo turno das eleições presidenciais. Na época, a revista fez uma reportagem que se propunha a explicar por que os brasileiros não deveriam votar em Dilma Rousseff e defendia o candidato da oposição, Aécio Neves, do PSDB, pela visão econômica mais liberal.

E quando escrevi o artigo sobre o Pessimismo Ensolarado não imaginaria que este cenário seria feito, "diretamente" do brejo onde se encontra a vaca que tosse.

Acreditamos que talvez a vaca tenha seu quadro de saúde agravado por conta de deficientes serviços de saúde que acometem a "Pátria Educadora" que teima em querer salvar a vaca do atoleiro.

Economia, só noticias ruins


Segundo a revista Exame, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,26 por cento em outubro na comparação com setembro, num resultado inesperado, de acordo com dados dessazonalizados, informou o BC nesta segunda-feira.

Em setembro, o indicador havia subido 0,26 por cento sobre o mês anterior.

Analistas consultados pela Reuters esperavam alta mensal de 0,20 por cento em outubro, de acordo com a mediana das projeções, sendo que a mais baixa delas apontava para variação zero no período.

A atividade econômica brasileira saiu da recessão técnica no terceiro trimestre, porém com expansão mínima de 0,1 por cento sobre os três meses anteriores, destacando a dificuldade do país em imprimir uma recuperação mais consistente.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária, assim como os impostos sobre os produtos.

Reserva de mercado, decisões incorretas

Quando leio noticias como a que a Ancine (Agência Nacional de Sistema) que  defende que um filme só possa ocupar 30% das salas de um mesmo complexo, e ver que filmes s com atores bem conhecidos pelo público nadaram, nadaram e morreram na praia. Cineastas investem em roteiros, lutam para captar dinheiro e, na hora do "vamos ver", culpam distribuição, divulgação e exibição.

Querer forçar demanda em "produtos" (filmes) que o consumidor (espectadores) não querem,  e tomar medidas "inapropriadas" como não aceitar a realidade do mercado, fazer que voltemos ao passado remoto onde em tempos de ditadura militar, escolhiam o que poderíamos ver ou não. 

Em tempos de cultura digital, todos sabem quais filmes gostaríamos de ver e quais não. E situações surreais acontecem:

O  filme "Insônia" foi lançado em fevereiro deste ano, com seis cópias. Estrelado por Luana Piovani ("A mulher invisível"), o filme gaúcho foi visto por 2.079 espectadores e arrecadou R$ 25.215,70 de bilheteria no país.  

O filme "O grande Kilapy" apostava no astro Lázaro Ramos ("Ó Paí, Ó") como protagonista. Isso garantiu bem pouco ao filme do diretor Zezé Gamboa, que foi visto por 109 pessoas e rendeu R$ 1.137,00.

O filme "Jogo de xadrez", com Priscila Fantin, estrela de novelas como "Alma gêmea" (2005), no papel de uma presidiária. Dez cópias do filme foram vistas por 521 espectadores e fizeram R$ 6.707,83

Outras produções lançadas em 2014 também não chegaram aos 5 mil espectadores. "Gata velha ainda mia", com Regina Duarte e Bárbara Paz, foi visto por 3.180 pessoas; "Entre vales", com Angelo Antonio, fez 2.955 de público; e "Minutos atrás", com Vladimir Brichta, conseguiu alcançar 860 pessoas.

Entre os dez filmes mais visto no Brasil  em 2014 (até novembro), o melhor colocado, entre os filmes nacionais,  O Candidato Honesto, teve mais 1,9 milhões de espectadores a menos que o 10º colocado (Planeta dos Macacos: O Confronto) e R$ 31 milhões de bilheteria de diferença para este mesmo filme.

Então não podemos achar que limitando o acesso a programações de filmes criaremos um mercado para os filmes nacionais, neste caso o que vale é a qualidade, divulgação e repercussão que a obra terá no mundo inteiro (afinal estamos globalmente conectados).

Fontes: G1 e Guia da Semana

Truculência e gastos exagerados


A economia vai de mal a pior e a articulação política quer passar por cima de todos os parâmetros de moralidade pública. 

O cidadão comum gasta, endivida-se e quando pode negocia com seus credores, o atual governo ao contrário, teve gastos exagerados, manipulou índices sociais e econômicos e não quer ser responsabilizado por isto.

E faz proposta indecente : movida pelo fato de que o que deveria ser um superávit virou um déficit de 16 bilhões de reais até setembro — culmina a série de artifícios adotados para camuflar a situação real do caixa do governo. Com abatimentos estimados em 130 bilhões de reais, a conta do ano voltaria criativamente para o azul. Mas com uma sequela grave.

“A mudança de regra significaria que não há mais meta fiscal”, diz Ilan Goldfajn, economista-chefe do banco Itaú. Isso vai fazer falta quando o governo comunicar as metas para 2015 — quem vai acreditar que elas serão para valer? Ou seja, os problemas que geram falta de confiança estão sendo aprofundados. 

Se o projeto mandado ao Congresso for aprovado, o governo evitará o risco de descumprir a lei orçamentária de 2014, o que caracterizaria uma irresponsabilidade fiscal. Mas a entrega de um resultado maquiado não é capaz de alterar a realidade. E a realidade é que as contas públicas estão desajustadas.

E você, cidadão, já fez uma proposta indecente para seus credores?? e como eles reagiram?? aposto que não foi com a truculência que a base aliada do Congresso está tentando enfiar, goela abaixo, de todos nós, que em última instância, pagaremos a conta.

Fonte: Exame

E o ano acabou no vermelho

A economia é uma ciência exata, tem seus mecanismos um  tanto complexos, mas tem uma regra que é muito simples, arrecadou menos que gastou, há prejuízo. Assim como quando compra mais do que vendeu, há déficit.

Parece que o governo, não podendo mais fazer manobras fiscais e econômicas, reconhece: há déficit comercial em 2014, até novembro, a balança comercial acumula resultado negativo de US$ 4,2 bilhões.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o governo não trabalha mais com a perspectiva de superávit na balança comercial em 2014, mesmo que dezembro mostre um resultado positivo nas contas. Até novembro, a balança comercial acumula resultado negativo de US$ 4,2 bilhões. 

Segundo Armando Monteiro, futuro ministro do MDIC, o que preocupa é “a queda do desempenho das exportações de manufaturados”.

A economia anda de lado em novembro e cai em dezembro

Os humores do mercado nunca andou tanto de mau humor como com os números apresentados pela economia brasileira. Mesmo com o lançamentos dos nomes do novos ministro que comandarão a equipe econômica a partir de 2015, a o índice Ibovespa estreou em dezembro com queda 1,09% às 10h06 e o dólar teve a cotação elevada em  0,22% para R$ 2,5773.

Os resultados do setor público e da dívida bruta foram mais um balde água fria para os investidores e confiança diminuída no futuro da economia brasileira. 

As quedas do preço do barril de petróleo que atingiram o preço mínimo de US$ 60, sem que a OPEP ( Organização dos Países Exportadores de Petróleo) parasse a produção, inundando o mercado com excesso de oferta, mantendo os preços baixos, diminuindo assim a lucratividade das empresas petrolíferas. 

Este ano já pode ser considerado perdido para a economia, visto que as empresas automobilísticas amarga perdas nas vendas (dados até outurbro), Volkswagen (-14,7%), GM (-12,6%), Ford (-11,9%) e Fiat (-9,7%). 

Páscoa, movimento de economia e tradições

A economia movimenta-se no mesmo sentido em que as tradições se enfraquecem. Este ano, em virtude do feriado prolongado (unido ao feriado nacional de Tiradentes), muitas pessoas viajaram ou simplesmente aproveitaram para descansar. 

O comércio (e a indústria)  aproveita a data para vender de tudo, incluindo chocolate, pescados e pacotes turísticos.

Pouco ( ou quase nada) de destaque sobre a data e o significado dela, apenas o destaque de quantos milhões movimentaram a economia. 

Estamos em momento em que datas são apenas cifrões..

Nem adianta remar contra a maré..

Sinal dos tempos

Previsão de Ano Novo: Não há luz no fim do tunel na economia

Para você que começou seu primeiro dia útil do ano, não vai uma boa noticia: a economia vai mal, e por mais otimismo que tenhamos, olhamos para um horizonte nada agradável, e quem diz isto é o ex-secretario da Receita Federal Everardo Maciel, em artigo do Blog do Noblat:

"...No Brasil, apesar das tentativas de mistificação por meio de artifícios retóricos, a conjuntura não é favorável: a inflação está se estabilizando em patamar elevado, a despeito da iníqua manipulação dos preços administrados; o crescimento econômico é pífio e sem perspectivas de recuperação; o desequilíbrio fiscal é uma realidade determinada pelo desproporcional crescimento dos gastos correntes vis-à-vis as receitas, em que pesem o socorro de benditas receitas extraordinárias e o recurso às grotescas manobras de “contabilidade criativa”; o estímulo ao consumo, como opção de crescimento, atingiu seu limite, principalmente em virtude do elevado endividamento das famílias; o setor externo esta cada vez mais sensível aos imprevisíveis humores do mercado internacional, enfrentados com armas primitivas, como o recente aumento do IOF sobre o turismo externo ou das alíquotas do imposto de importação..."

Ou seja, o governo federal está com discurso de Suécia e uma realidade de .... Brasil, onde se gasta muito e mal, arrecada-se cada vez mais, prioriza-se cada vez menos setores essenciais, onde o sucateamento da infra-estrutura  básica de hospitais, escolas e logistica de transportes é cada vez mais evidente.

E defende-se arduamente que isto é gestão de qualidade, não isto é qualquer outro nome, menos gestão pública. Aquela em prioriza investimentos de base, em possam alavancar o país no futuro, como aparelhamentos adequados de universidades, escolas, hospitais, postos de saúde, estradas asfaltadas sem desníveis, aeroportos sem falhas em pistas, sinalizadores de qualidade e que possam receber turistas internos e externos sem deficiência.

Mas, ao contrário preferimos construir, com dinheiro público é claro, doze arenas de futebol para a copa do mundo de futebol em 2014.

Imaginem quantos destes estádios sobreviverão à 2014?? Quantos deles terão ocupação plena depois da copa? 

Enquanto isto sobrevivem nas piores condições possíveis, doentes nos hospitais públicos, amontoados como gado, tratados como manada, sem remédios, sem instalações, nesta hora 
vemos que os profissionais de saúde (os verdadeiros) são "herois", sobrevivendo em uma "selva" do descaso público.

Se você enxergar uma luzinha por ai, comenta aí, já que eu não estou vendo nada.

Adam Smith atualizado


Molecula Moral


O pesquisador norte-americano Paul Zak (foto ao lado) é Ph.D. em Economia, Diretor do Centro de Estudos Neuroeconômicos da Universidade de Claremont e membro do Departamento de Neurologia do Hospital da Universidade de Loma Linda (ambas as instituições na Califórnia), traz uma nova releitura para Adam Smith, um importante filósofo e economista escocês do século XVIII.

Em 1759, um então desconhecido filósofo chamado Adam Smith escreveu um livro intitulado 'A teoria dos sentimentos morais'. Neste livro, Smith sustentava que somos criaturas morais não por causa de uma razão de cima para baixo, mas por uma razão de baixo para cima. Ele disse que somos criaturas sociais e que, portanto, compartilhamos as emoções de outros. Assim, se faço algo que machuca você, eu sinto aquela dor. Assim, tendo a evitar aquilo. Se faço algo que faz você feliz, compartilho da sua alegria. Assim, tendo a fazer aquelas coisas.

Este é o mesmo Adam Smith que, 17 anos depois, escreveria um pequeno livro chamado 'A riqueza das nações' – documento fundador da Economia. Mas ele era, na verdade, um filósofo moral e estava certo sobre o porquê de sermos morais.

Eu apenas encontrei a molécula por trás da moral. Mas, conhecer esta molécula é fundamental, pois ela nos diz como aumentar este comportamento e o que o desliga. 
Especialmente, ela nos diz o porquê de vermos a imoralidade."

O pesquisador norte-americano nos dá uma outra dimensão para o sentimento moral e atualiza o que o chamado "Pai da Economia" nos relata, antes de ser conhecido pela sua obra imortal, A Riqueza das Nações.

Esta importante revelação foi proferida no evento Fronteiras do Pensamento 2013, em Porto Alegre. Leia a entrevista dada neste mesmo neste link.

Compras, alivio e fugas

Lembro que quando escrevi o artigo Inadimplência do consumidor, endividamento e comprometimento de renda elevados relatei : "A saúde financeira da população muitas vezes pode ser "elástica", mas não infinita, conforme falei no meu artigo Credito farto, saude financeira em risco , o futuro da politica de crédito do governo poderia criar problemas futuros para a população, com o crescimento da inadimplência do consumidor."

Em interessante entrevista na revista Mente & Cerebro, o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, professor emérito das universidades de Leeds e Varsóvia, dá um novo viés:  "..Lojas vendem alívio de curto prazo, substitutos das satisfações que buscamos e precisamos, como viagens que oferecem fuga e descanso momentâneo… No entanto, por mais que nos aventuremos pelo mundo das compras ou façamos viagens exóticas, aquilo que procuramos continuará ausente.."

A conclusão que tiro é que, quando não temos nosso objeto de consumo satisfeito, compramos ou nos endividamos com fugas para o mundo das compras e, assim preenchemos nosso vazio com produtos que não precisamos, mas consumimos em substituição. 

Em certo casos juntamos a substituição com a compulsão por compras, e lá se vai nossa saúde financeira. 

É caso para refletir e analisar, recomenda a leitura integral da entrevista do sociologo no link acima.