Como enfrentar o pessimismo nublado de 2016

mentiras
Todo mundo mente?
Quando começou o ano de 2015, escrevi um artigo Como vencer o pessimismo ensolarado em 2015 em que falava como vencer todo o descrédito com o "tsunami" de noticias ruins para o ano. O meu prognóstico acabou por ser muito aquém da turbulência e instabilidade que a politica e economia apresentaram. 

A maioria das oportunidades para fazer um ano equilibrado, não aparece por mágica e nem longe de você, inúmeras vezes aparece localmente: no mercado em que você atua, na rotina em que você vive, no modo como conduz seus afazeres.

O ano de 2015 vai ficar marcado também pelas mentiras e "falsas verdades" ditas, mas o que será que isto afeta os negócios e como podemos identificar um mentiroso?

É o que veremos a seguir:

Everybody lies (Todo mundo mente) foi imortalizado pelo personagem Gregory House, do seriado House (vídeo abaixo)



Todo mundo mente. Pelo menos é o que dizem os especialistas em comportamento humano. Mas a mentira pode servir para não magoarmos alguém que gostamos ou para nos livrarmos de um probleminha sem importância.

Mas, e no dia a dia profissional, você mente?

Nem um pouquinho?

Acontece que é justamente aí que a mentira corre solta. Uma mentirinha pra não levar bronca do chefe ou aquela espichada nas habilidades do currículo durante uma entrevista são alguns exemplos do que acontece no cotidiano. E como descobrir quando alguém está mentindo para você?


Existem alguns sinais que as pessoas exibem quando estão mentindo. Estes sinais são uma demonstração de desconforto, já que a pessoa sabe que aquilo é errado e não é incomum que o aprendiz de Pinóquio acabe se entregando no meio do caminho com estes sinais. Ocorre uma espécie de conflito no cérebro, que reage contra a argumentação do mentiroso. Os policiais costumam desmascarar os mentirosos justamente lendo estes sinais corporais sem nem precisar recorrer a um polígrafo.

E agora vamos mentir ou encarar que será um ano díficil, de superação ou apenas ser derrotado pela nossa inércia em aceitar que tá todo mundo mal mesmo. 

Pegue um guarda chuva de proteção, vá a luta e defenda-se destes dias, porque ninguém mais do que você saberá que suas necessidades superarão as dificuldades para a vitória.

Star Wars, o despertar da força e polêmicas

O lançamento de Star Wars: O Despertar da Força semanas antes do Natal foi uma jogada muito inteligente por parte da Disney. Assim, tanto fãs quanto pais e crianças saíram das salas de cinema correndo para as lojas de brinquedo em busca de produtos licenciados da saga. Do robozinho BB-8 ao novo vilão Kylo Ren, todo mundo queria ter a sua lembrança daquele que vem sendo tido por muitos como um dos melhores filmes de 2015. 

Minha humilde e honesta opinião: foi sim um dos melhores filmes do ano, até por causa da mística que traz o nome Star Wars (opinião de quem viu a estreia da saga (ao vivo) em 1977). 

Mas toda esta amplitude não ficou isenta de criticas, muitas pessoas começaram a falar da representatividade da principal personagem feminina da história, problematizar uma sociedade polarizada espiritualmente entre o Lado Negro e o Lado Luminoso da Força; polarizada politicamente entre a República, cuja participação política se dá democraticamente e o Império, marcado pelo fascismo e totalitarismo; caracterizada por uma diversidade étnica e cultural que faz inveja ao nosso mundo; a interação entre diversas culturas diferentes; e assim a lista poderia ir ao infinito.

Quem se importa em apenas ver o filme sem ilações filosóficas e sociológicas? Gostar de Darth Vader não o tornou mau, e nem gostar dos Jedi o tornam bom. Não seria mais simples apenas avaliar a qualidade do filme, sobre sua narrativa e torcer para que o episódio VIII chegue logo ? 


Apertem o cinto, o teto sumiu

Ontem, o Banco Central (BC) admitiu que a inflação deve atingir 9% em 2015 e, com isso, estourar o teto da meta, 6,5%. Além disso, o BC também admitiu que a economia brasileira deve "encolher" 1,1% neste ano – a maior contração em 25 anos.

Na previsão ainda 'otimista' do BC, a inflação só deve retomar ao centro da meta, que é de 4,5%, no final de 2016 ou em 2017.

Nem só de otimismo vive o brasileiro, afinal tem que vestir-se, alimentar-se e viver, então o que podemos aguardar nestes seis meses que nos restam? 

Apertem os cintos, economizem, façam sua lição de casa, porque o Governo Federal esqueceu sua parte e está transferindo tudo para a população, que paga mais pela energia elétrica, alimentação, vestuário e itens básicos como saúde e educação.

Quando o Estado falha, somente faz previsões (tem sido assim nos últimos anos) e poucos movimentos para fazer a sua parte.

Pesquise, pechinche, negocie.. faça tudo para que for preciso para não ficar (muito) no vermelho

A polêmica da propaganda da Boticário e outras polêmicas

A Boticário quis lançar uma propaganda para o dia dos Namorados com um mote diferente: utilizou três casais: um heterossexual e dois homo-afetivos. Pronto polêmica instalada. Como se fosse inadmissível mostrar um casal demonstrando carinho através de um abraço.

Ao contrário do que uma parte dos consumidores elegeu como uma peça "desrespeitosa à sociedade e à família", mostra que reações homofóbicas ainda são mais fortes e com maior repercussão que peças que desvalorizem o papel da mulher, como já escrevi em meu artigo Publicidades que pisaram na bola com as mulheres e recentemente uma marca de cerveja fez uma propaganda claramente ofensiva às mulheres pela sua agressividade no apelo. 

Precisou denunciar ao CONAR para retirar uma mensagem claramente associada a marcas de cerveja que depreciam as mulheres, ou seja, mulheres em biquínis minúsculos servem de incentivo ao consumo desta bebida alcoólica.

Voltemos ao caso e vejamos o que a empresa respondeu à polêmica : "O Boticário esclarece que acredita na beleza das relações, presente em toda sua comunicação. A proposta da campanha “Casais”, que estreou na TV aberta no dia 24 de maio, é abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor - independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual - representadas pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados. O Boticário reitera, ainda, que valoriza a tolerância e respeita a diversidade de escolhas e pontos de vista."

Comentando o caso com um publicitário, amigo do blog, tiramos duas lições que podem explicar este caso: 

1º - A Empresa estava plenamente consciente da polêmica que a peça publicitária causaria, podendo configurar como um Marketing de Guerrilha (quando acontecem fora das mídias convencionais justamente com o objetivo de surpreender o público e gerar conteúdo espontâneo nas mídias sociais.)

2º A dimensão do mercado consumidor homo-afetivo que tem um crescimento exponencial na última década.

Seja qual for a hipótese (ou nenhuma delas) a discussão sobre valores morais foram intensificados e muitas pessoas reagiram a eles. 

Enquanto for normal mulher de biquíni vendendo cerveja e um casal homo-afetivo não, teremos muitas discussões e polêmicas pela frente.










Como utilizar a comunicação como ferramenta de motivação

Na condição de ferramenta estratégica, cabe à comunicação interna o desafio de ser uma função organizacional capaz de impulsionar os resultados como instrumento motivador. Nelson Mandela em uma de suas explanações disse:


“Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende isso entrará na cabeça dele.Se você falar com ele em sua própria linguagem,você atinge seu coração" 

Isso quer dizer que a comunicação quando atinge o emocional se torna marcante e estimulante. Nosso papel como lideres é tocar nossos colaboradores de tal maneira, que eles se envolvam no projeto como se fossemos próprios donos da causa. 

Uma das mais interessantes variantes deste pensamento foi definida pelo escritor Giffort Pinchot III, em seu livro Intrapreneuring: Why You Don't Have to Leave the Corporation to Become an Entrepreneur (Harper & Row, 1985). apresenta uma expansão do conceito do intra-empreendedor, que seria aquele que pensa e implementa ações empreendedoras no âmbito de uma organização, potencializando a capacidade para inovar efetivamente. 

Os intra-empreendedores são pessoas capazes de transformar idéias em realidade, de arregaçar as mangas e fazer o que tem que ser feito, estas pessoas são os sonhadores que agem.

Gifford acredita que o empreendedorismo libera energia na direção de valores pessoais profundas. Da mesma forma, o intra-empreendedorismo é uma ferramenta para liberar a criatividade, valores e espírito empreendedor das pessoas que trabalham em grandes corporações. 

"Quando as pessoas ficam livres do medo e contenção burocrática, eles são propensos a escolher projetos de inovação que servem aos seus valores mais profundos", diz Gifford.


Como vencer o pessimismo ensolarado em 2015

Nos meus artigos anteriores, Três desejos para 2015 e O que motiva você (ou motivará) em 2015 sobre novas expectativas e desejos de realizações neste novo ano, mas passado os efeitos das festas, e a eterna promessa de : "Segunda-feira começo o regime ou academia", entramos no conceito do pessimismo ensolarado, que é a capacidade de ver o mundo com a devida noção da realidade, e ainda assim enxergar a possibilidade de sol. Se você é apenas pessimista, pode jogar os braços para cima e concluir que não vale a pena fazer nada.

Mais também não devemos ser otimismas lunáticos, achando que resolveremos os problemas do mundo e teremos enfim, a paz mundial. Não ainda tentar convencer os outros que o copo está meio cheio enquanto ele esvazia rapidamente, assumindo riscos desnecessários e perdendo oportunidade e dinheiro. Apenas pessimismo leva à depressão, otimismo à estupidez. É preciso encontrar um equilíbrio entre os dois: Aquele lugar em que você enxerga os problemas do mundo, mas ainda assim vê espaço para poder melhorar as coisas. 

O Brasil, sobreviverá as "tsunamis" imaginadas pelos pessimistas, também igualmente seguirá seu rumo, mesmo que não tenhas facilidades imaginadas e decantadas pelos otimistas. 

As motivações para o sucesso ou fracasso estão muito em função do comportamento e atitudes tomadas, longe dos copos de cerveja e taças de champagne, as pessoas vão continuar estudando, indo ao trabalho, se alimentando todos os dias e cortando o cabelo de vez em quando.

A maioria das oportunidades para fazer um ano equilibrado, não aparece por mágica e nem longe de você, inúmeras vezes aparece localmente: no mercado em que você atua, na rotina em que você vive, no modo como conduz seus afazeres.

Se você quer fazer algo diferente, inovador, criativo, lembre que você tem que se permitir a isto, sem perder a real noção dos objetivos que quer alcançar. O equilíbrio, o planejamento e a execução de seu projeto de 2015 deve-se ater a parâmetros que não sejam pessimistas demais e nem o seu contraponto otimista.

Pode até se tornar desconfortável navegar em águas novas, mas lembre-se: o mundo é redondo, são infinitas possibilidades para trilhar, experimentar e inovar. Mantenha o equilíbrio e terás um excelente ano.

O que motiva você (ou motivará) em 2015

Motivação é a energia concentrada e direcionada para o alcance de suas metas. Por isso, sempre se renove com inspirações para manter as boas energias e o foco na concretização de seus anseios. Mesmo ao ler uma simples frase, você estimula seu pensamento positivo e se impulsiona a seguir em frente!

Então o que esperar deste novo ano? Sabemos que a nossa economia terá dias difíceis em 2015, com um "aperto" das contas públicas prometido pelo novo governo que toma posse hoje. Mas será que não é nos momentos cruciais que tiramos as melhores oportunidades para boas idéias e projetos? 

Alexander Fleming, oficial médico inglês, voltou da Primeira Guerra Mundial com um sonho: pesquisar uma forma de reduzir o sofrimento dos soldados que tinham suas feridas infectadas, impondo dor e por tantas vezes um processo ainda mais acelerado em direção à morte. 

De volta ao St. Mary´s Hospital, em Londres, em 1928, dedicou se a estudar a bactéria Staphylococcus aureus, responsável pelos abscessos em feridas abertas provocadas por armas de fogo. 

Estudou tão intensamente que, um dia, exausto, resolveu se dar de presente alguns dias de férias. Saiu, deixando os recipientes de vidro do laboratório, com as culturas da bactéria, sem supervisão. Esse desleixo fez com que, ao retornar, en contrasse um dos vidros sem tampa e com a cultura exposta e contaminada com o mofo da própria atmosfera.

Estava prestes a jogar todo o material fora quando, ao olhar no interior do vidro, percebeu que onde tinha se formado bolor, não havia Staphylococcus em atividade. Concluiu que o mofo, oriundo do fungo Penicillium, agia secretando uma substância que destruía a bactéria.


Estava ali a oportunidade de criação do primeiro antibiótico da história, - a penicilina - que é para tantos cientistas uma das mais vitais descobertas da historia humana. Para eles, a medicina só se tornou ciência verdadeira a partir dos antibióticos. Antes deles, era um bom exercício para o diagnóstico das enfermidades infecciosas. Quanto ao tratamento e à cura, só a interpretação religiosa podia compreender ou ajudar.

Então o que motivou o Dr. Fleming a salvar a vida de milhões de pessoas? Uma oportunidade, que foi motivado pela sua obstinação em conseguir resultados.

Mas todos nós podemos ser os futuros Dr. Fleming? Não estou dizendo isto, somente mostrando que não podemos desistir de buscar o que procuramos, para isto temos que estar sempre motivados (e obstinados) em seguir em frente, não importando que o passado tem sido bom (ou mau).

O que motiva você (ou motivará) será a mola dos seus resultados neste novo ano! 

Depende só de você, tente e invente, sai do lugar comum e da acomodação!!!

O homem imortal

O mundo é dos nerds?? será deles a solução para nossos problemas futuros? Ninguém ao certo sabe, até porque a natureza não dá saltos, mas sim "queima etapas e processos" que antes seriam difíceis de prever, graças aos visionários, que colocam seu intelecto, sua inspiração e sua irreverencia a serviço da humanidade. E agora, se por acaso, quissemos um homem imortal? Que tal a história a seguir?

cibernetico
Na mesma rua do campus da Google no Vale do Silício, um edifício abriga o Silicon Valley Health Institute (SVHI), onde se reúnem entusiastas do desenvolvimento de uma tecnologia que combata o envelhecimento natural do corpo humano. Dave Asprey é um dos investidores dessa nova febre no Vale e inclusive diz que já testou (e aprovou) algumas técnicas que estão em desenvolvimento.

Aos 26 anos, Asprey fez US$ 6 milhões com o boom da internet. Com tanto poder e possibilidades que vieram com o dinheiro inesperado, ele sentiu que nada era impossível - nem mesmo a imortalidade. "Eu decidi que não ia morrer", contou à Fast Company. E foi assim que ele entrou no grupo de pesquisas do SVHI do Vale do Silício.

Nos últimos 15 anos, os cientistas pesquisam e desenvolvem tecnologias que possam retardar o envelhecimento de seus próprios corpos. Asprey descreve o processo como "bio-pirataria", dizendo que eles estão usando a forma de pensar de um hacker para modificar e melhorar a bioquímica de seus corpos.

Com ajuda de "hackers científicos", Dave perdeu peso, aumentou o QI e melhorou a qualidade do sono. Agora, ele compartilha essas técnicas com outros através da sua companhia Bulletproof. A empresa foi fundada para produzir café e outros produtos que melhorem o desempenho físico de quem os usa.

A tentativa de frear o envelhecimento dos corpos atrai investidores e hoje há um número crescente de empresas cujo objetivo é aumentar a longevidade humana e, em alguns casos, até "curar a morte".


Se as iniciativas vão dar resultados ou são apenas caça-níqueis focados em fanáticos caçadores da fonte da juventude, só no futuro saberemos ao certo. Mas, em um lugar onde nerds mudaram o mundo com avanços antes inimagináveis ​​em ciência, nada parece impossível. 

Mundo Pedinte e arte de dizer não

Aprender a dizer não é fundamental para quem quer pensar e agir como um empreendedor de sucesso.

Todos os dias nos pedem algumas coisas, seja carinho, atenção, retribuição e várias atitudes que, pela quantidade ou natureza ficamos constrangidos em dizer "não". 

Mas por mais que isto possa ser um problema, ai teremos uma boa oportunidade para aprender que sim, poderemos dizer "não", e isto ser benéfico para nossos negócios e vida pessoal. 

Aprender a avaliar os prós e contra de cada decisão ou saber a repercussão faz com que possamos ter certeza de estarmos no caminho certo e direção correta.

Ao longo do tempo vamos aprender que nem todas as pessoas querem ser legais com você, algumas só querem aproveitar-se de você para tirar vantagens, ou na pior hipótese eliminar um concorrente. Para estes os rigores da tua "lei", diga "não" com firmeza e de maneira direta. Para os amigos e pessoas de confiança, sim, poderemos continuar com nossa aprovação.

E pense que o mundo ideal só existe na nossa cabeça, o real é aquele que separa os gatinhos dos leões. Aprenda a ser um leão, mas antes de mais nada seja justo consigo mesmo.

Depois de Geração X e Y, temos a Geração Pavão

Narciso, em momento "Selfie", pintura de Caravaggio.
Se você já leu o meu artigo O meio social e pessoas que agregam pode seguir adiante, se não, recomendo ler antes para entender o extrato do artigo publicado no site administradores.com , o autor do artigo é Adriano Rissi: 

"...A facilidade e o contato com as redes sociais e tecnologias móveis tem mudado profundamente o sistema atitudinal das novas gerações. Surge uma geração que denomino de "Geração Pavão". Há alguns anos não existia Facebook, Whatsapp, Lulu, nada disso. As relações nas redes sociais eram menos intensas e mais casuais.
 
É importante lembrar sempre que desconhecemos a maior parte dos objetivos e estratégias das empresas que atuam criando ferramentas para interação social, a única certeza que temos é que por trás de cada uma delas existe um forte interesse comercial aliado a captura e formação de grandes massas sociais. 
 
Percebemos de um modo geral que este tipo de interação social impulsiona o surgimento de uma nova geração que ao meu modo de ver é composta por um grupo crescente de jovens e adolescentes que se preocupam mais com a aparência e o status do que qualquer outra coisa... "

Através da leitura do artigo e por experiência própria, a necessidade de "vitrine" de divulgação própria, o culto exclusivo de personalidade, a necessidade de ser "web-celebridade" atingiu os picos nestes últimos anos, culto a personalidade traz muito mais desvantagens que propriamente resultados baseados na cultura "selfie", que é sobre reflexão, identidade e reconhecimento – seres humanos querem controlar a forma como eles são vistos.

Este mecanismo induz a um certo exibicionismo. O selfie explodiu com as redes sociais. É como se a sociedade de certa forma já estivesse esperando por isso. Foi um encaixe perfeito, como são os encaixes narcísicos.

E para quem não conhece a lenda grega de Narciso, aqui vai um trechinho : Para os gregos, Narciso simbolizava a vaidade e a insensibilidade, visto que ele era emocionalmente entorpecido às solicitações daqueles que se apaixonaram pela sua beleza.

E narcisos ou pavões, o que importa é aparecer, e claro que a esperteza dos profissionais é explorar esta futilidade e superficialidade, mostrando os beneficios de consumo para esta geração desprovida de senso crítico, ou você acha que propaganda de cerveja precisa "somente" de mulheres bonitas para que a pessoa tenha sucesso, ou que os tais suplementos vitaminicos, anabolizantes, creatinas, e demais visitam  e/ou fazem uma avaliação médica com endrocrinologistas e nuticionistas, para saber dos reais benficios.

Não, o desejo extrapola ao senso racional partem para o consumo das famosas bombas, produtos da moda, explorados ingenuamente, fazendo assim a gloria de marqueteiros e industrias da ocasião..

Fazer o bem compensa

Quem disse que fazer o bem não compensa? Veja o vídeo abaixo e me diga se não tenho razão. 

Compras, alivio e fugas

Lembro que quando escrevi o artigo Inadimplência do consumidor, endividamento e comprometimento de renda elevados relatei : "A saúde financeira da população muitas vezes pode ser "elástica", mas não infinita, conforme falei no meu artigo Credito farto, saude financeira em risco , o futuro da politica de crédito do governo poderia criar problemas futuros para a população, com o crescimento da inadimplência do consumidor."

Em interessante entrevista na revista Mente & Cerebro, o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, professor emérito das universidades de Leeds e Varsóvia, dá um novo viés:  "..Lojas vendem alívio de curto prazo, substitutos das satisfações que buscamos e precisamos, como viagens que oferecem fuga e descanso momentâneo… No entanto, por mais que nos aventuremos pelo mundo das compras ou façamos viagens exóticas, aquilo que procuramos continuará ausente.."

A conclusão que tiro é que, quando não temos nosso objeto de consumo satisfeito, compramos ou nos endividamos com fugas para o mundo das compras e, assim preenchemos nosso vazio com produtos que não precisamos, mas consumimos em substituição. 

Em certo casos juntamos a substituição com a compulsão por compras, e lá se vai nossa saúde financeira. 

É caso para refletir e analisar, recomenda a leitura integral da entrevista do sociologo no link acima.

Seu consumo transforma o mundo

"Seu Consumo Transforma o Mundo" é uma campanha do Instituto Akatu, lançada em 2007, que mostra, com mensagens objetivas e imagens criativas e instigantes, que todo consumo tem impacto -- seja ele positivo ou negativo -- e que cada gesto de consumo tem poder transformador. O consumidor, comprometido e ciente dos efeitos de seus atos de consumo, pode ter um papel protagonista nessa transformação.

A campanha (vídeo abaixo) pretende motivar o cidadão a responder, de forma positiva, ao grande desafio global atual da construção da sustentabilidade da vida no planeta. As peças abordam temas relevantes tanto para o indivíduo, como para a sociedade, como Aquecimento Global, Educação, Saúde, Qualidade de Vida e Pirataria.




Campanha criada pela agência Leo Burnett. Vídeo produzido pela agência Vetor Zero.


Saiba mais em www.akatu.org.br

Anuncio do provedor tailandes TrueMove H faz chorar

Tem anúncios que nos emocionam, tem uma mensagem tão profunda e tocante,  que nos obrigam a  a uma necessária reflexão sobre nossos conceitos e atitudes. Este que vou apresentar agora, atinge este objetivo.

Tenha uma caixa de lenços pronta antes de assistir a este incrível anúncio da Thai Comunicação do provedor TrueMove H

Os próximos três minutos que você verá  aqueceu os corações de milhares de pessoas desde que foi lançado e serve como um poderoso lembrete do poder de ser gentil sem esperar algo em troca. (mais uma dica do amigo Fábio Craidy Bührer)

Danos a marca, por erro na linha de produção


O maior dano que uma marca pode sofrer é quando sofre um erro na linha de produção, o caso mais recente ocorreu com o suco de maçã ADES, da gigante multinacional UNILEVER, que lançou uma nota : 
"A companhia identificou que pelo menos 96 unidades do suco estão inapropriadas para o consumo humano. Os lotes envolvidos são os com as iniciais AGB 25, fabricado em 25 de fevereiro de 2013, com validade a vencer em 22 de dezembro de 2013. "Nestas unidades foi identificada uma alteração no seu conteúdo decorrente de uma falha no processo de higienização, que resultou no envase de embalagens com solução de limpeza da máquina"

Os produtos contaminados foram distribuídos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Em comunicado, a unidade brasileira da holding de consumo alerta que a ingestão dos sucos contaminados pode provocar queimaduras.

Se os danos a imagem e confiabilidade do produtos serão somente a curto, médio ou longo prazo, fica díficil de dizer, afinal, esta noticia teve grande repercussão na mídia, conforme tweet abaixo da Rosana Herman,  do Portal R7:

A leveza no comportamento profissional

Os americanos Adrian Gostick e Scott Christopher lançaram um livro que defende a tese de que profissionais bem-humorados ganham mais e são mais produtivos.


[caption id="attachment_238" align="alignleft" width="300" caption="bom humor"]leveza no trabalho[/caption]

Dar uma boa risada diminui os níveis de estresse, reduz a pressão arterial e até combate dores. Além dos benefícios para a saúde, manter o espírito leve ajuda no desenvolvimento profissional. Esta é a tese do livro The Levity Effect (O efeito leveza, em português), dos americanos Adrian Gostick, expert em análise organizacional e co-autor do best-seller empresarial O Princípio do Reconhecimento (Editora Campus/Elsevier, R$ 66), e do humorista Scott Christopher, publicado pela Editora John Wiley & Sons, ainda inédito no Brasil. Segundo a dupla, um ambiente de trabalho "leve" favorece o crescimento pessoal e aumenta a satisfação profissional, além de contribuir positivamente para o faturamento da empresa. Por leve entenda-se um local em que há liberdade para conversas, brincadeiras e, eventualmente, algumas piadas.


Fonte: Você S/A

E se o seu colega é gay? Respeitaria?

diga nãoDizer que respeita a diversidade está na moda. Na prática, entretanto, aceitar a convivência com um homossexual no ambiente de trabalho ainda é um desafio sobre-humano para muita gente.

Vamos tratar do assunto que deixa muitas pessoas desconfortáveis, aceitar a escolha sexual de seu colega. Será que você aceita ou aceitaria trabalhar com um profissional que é homossexual? Já tive a oportunidade de conviver com vários colegas que eram homossexuais, além de prestar consultoria para empresas, onde os donos eram homossexuais.

O que muda? Para mim, nada, pois estava ali tratando de assuntos profissionais e as pessoas eram (e são) muito focadas no seus objetivos. Tratar elas diferentes por uma escolha de vida e orientação sexual será uma idéia tão diversa do meu comportamento, que nunca cogitei fazer esta separação.

Como explica a pesquisadora Denise Jodelet, em Das representações coletivas às representações sociais: elementos para uma história, “as representações sociais são uma forma de conhecimento socialmente elaborado e compartilhado, que contribui para a construção de uma realidade comum a um conjunto social”.

No ambiente de trabalho, como em poucos outros espaços, tais representações se materializam de forma mais clara, estabelecendo limites, basicamente, entre três níveis: a aceitação, o respeito distanciado e a intolerância. Na maioria das situações dos dois últimos casos, entretanto, é muito comum o preconceito velado, mais subjetivo, muitas vezes não percebido até mesmo por quem o põe em prática.