Criando Exemplos através da Educação



* por Stephen Kanitz, Artigos Para Se Pensar

Você se torna o herói de seu filho quando ele lhe vê como o exemplo a ser seguido. É o pai herói, algo muito assustador.

Por muitos anos convivi com um professor na USP que era muito estudioso. 

Ele era um idealista, acreditava que faria um mundo melhor se somente sua visão política fosse compartilhada por todos. Pregava a luta armada para chegar ao poder, coisa comum na universidade quando eu era mais jovem.

Era sério e sisudo, nunca o vi soltar uma gargalhada; trabalhava aos sábados e domingos e ia a todas as reuniões de protestos.

Fumava, mas não bebia. 

Não tomava sol por causa dos raios ultravioletas e era vegetariano por convicção. 

Bastante tímido, vestia-se mal; não era necessariamente uma pessoa encantadora. 

Você tinha que fazer um enorme esforço para conhecê-lo. 

Não me parecia uma pessoa feliz, pois os problemas do mundo pareciam que residiam nos seus ombros.

Ele me fazia lembrar da famosa cena contada por Kierkegaard. 

Um homem abstraído, tão preocupado com problemas mais importantes que ele, que lentamente se esquece de que existe, de que tem valor por si só, a tal ponto que um dia ele acorda e descobre que está morto.

Muitos professores universitários acabam assim. Frustrados por não terem mudado o mundo, amargurados com o rumo diverso do planeta. 

Os seus filhos dificilmente irão considerar estes mestres como exemplos a ser seguidos. 

Infelizmente, são poucos os professores que seus filhos irão idolatrar.

Um aluno aprende mais pelos exemplos de seus pais, amigos e de alguns poucos professores do que pelas pérolas de sabedoria contidas nos livros textos e transmitidas em aula.

Nossos filhos sonham encontrar na faculdade belos exemplos de adultos líderes da sua sociedade, para fazer contraponto com as falhas e fraquezas de seus pais. 

Infelizmente, a maioria se decepciona. A maioria dos pais também se decepciona com o que os filhos aprendem na escola e os exemplos de vida que deveriam ser seus professores.

O artigo completo você lê aqui

O péssimo penúltimo lugar na qualidade de educação

"Um país se faz com homens e livros"  Monteiro Lobato

baixa qualidad da educação
Imagem: Thinkstock
A frase que abre este artigo mostra que o caminho do desenvolvimento de um país passa, necessariamente pela qualidade da educação que um país ministra aos seus habitantes. Mas, na realidade, nossa gloriosa nação não pensa e nem implanta nenhuma politica a respeito.  Uma consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), aponta uma pesquisa  que os três melhores colocados são Finlândia, Coreia do Sul e Hong Kong, seguidos por Japão e Cingapura.

Um estudo internacional divulgado no dia 27 de novembro coloca o Brasil em penúltimo lugar em um ranking global de educação. O levantamento comparou o desempenho de 40 países, levando em consideração quesitos como notas de provas em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas, feitas por estudantes de cada local entre 2006 e 2010, além de qualidade dos professores e quantidade de alunos que ingressaram na universidade, entre outros.

Realizada pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), a pesquisa apontou que os três melhores colocados são Finlândia, Coreia do Sul e Hong Kong, seguidos por Japão e Cingapura. Em um grupo intermediário estão Alemanha, Estados Unidos e França. Já entre os piores sistemas do mundo figuram, além do Brasil, mais seis países: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia (último colocado no ranking).

De acordo com um dos responsáveis pela pesquisa, entre as características comuns às nações situadas no topo desta lista estão a valorização dos seus professores e a prática de uma cultura de boa educação. O estudo comprova que os investimentos financeiros são importantes, mas não mais do que a manutenção de uma verdadeira cultura de aprendizado, que valoriza a educação como um todo. Para isso, é fundamental empregar professores de alta qualidade, pagando bons salários.


Obter uma má colocação em mais um ranking de educação reforça que é fundamental nos aproximar das raízes dos problemas do Brasil, que se acumulam desde o início do atendimento educacional. Isso tem a ver com uma vasta gama de fatores, como falta de creches, não democratização do acesso, desvalorização da carreira do professor, baixo investimento público, defasagem dos cursos de pedagogia e desigualdade social", afirma Francisca Paris, pedagoga, mestra em Educação e diretora de serviços educacionais do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva.

Apesar deste mau resultado, a educadora acredita que fixar as lamentações no termômetro não é o caminho correto, mas, sim, atacar de uma vez a raiz de todos os problemas: a falta de prioridade com que o país sempre tratou a educação básica. "Precisamos, por exemplo, nos perguntar por que nossos governos e sociedade investem tanto no ensino superior, reconhecidamente caro e burocratizado, com um custo anual por aluno que já foi estimado em US$ 15 mil, enquanto crianças e jovens estudam em escolas com péssima infraestrutura, professores mal pagos e sem recursos tecnológicos? Precisamos descobrir por que nossas crianças chegam ao ensino fundamental II com habilidades de leitura tão parcas e saber como qualificar imensas populações de jovens e adultos para um mercado de trabalho que demanda cada vez mais conhecimento", diz.

A pedagoga Francisca Paris ressalta que é a intervenção pedagógica adequada dos educadores que faz quase toda a diferença na escola. Só que, apesar de a atividade docente estar cada vez mais complexa e exigente, a carreira tem um estatuto social decadente, formação fragilizada e remuneração baixa. Então, não atrai à profissão os estudantes mais qualificados nem anima os melhores profissionais a manter-se nas escolas públicas. A carreira recebe pessoas desmotivadas e que, provavelmente, não encontrarão incentivos e sentido no magistério, já que não "escolheram", mas foram social e economicamente "escolhidas" para serem professores.

"A questão da valorização do magistério é essencial para que os professores possam realizar suas tarefas com dignidade. É evidente que apenas oferecer um salário maior não irá comprometer nem qualificar o corpo docente, mas é imprescindível que haja políticas de ampliação das remunerações. Isso juntamente com políticas de avaliação externa de docentes, discentes e gestores, que indiquem intervenções técnicas de nossos gestores públicos, a fim de dar saltos na qualidade da escola pública. O primeiro e mais importante passo para tal empreitada é devolver a decência à docência", finaliza a diretora de serviços educacionais do Ético Sistema de Ensino, Francisca Paris.

Privatizações e o atraso

As privatizações são mais que um questão ideológica, é fundamental tratar-la como uma opção viável para setores vitais. Mas quando demoram demais, acabam prejudicando todo o país, não apenas um sistema de governo ou ideologia. Veja o que disse o ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso e professor da PUC-RIO,  Pedro Malan:


seu conceito e utilidade

"A demora em lançar mais concessões à iniciativa privada e permitir investimentos em infraestrutura é um exemplo de como o Brasil caminha vagarosamente rumo ao desenvolvimento. Tenho uma certa confiança de que seremos capazes de entender a magnitude dos desafios que o mundo nos coloca e que temos de superar", afirmou."

 

Então, os desafios estão postos  e se realmente o Brasil quer se destacar entre os paises
emergentes, tem que correr, independente do sistema de governo e idealogia.  Para tanto, teremos que seguir o exemplo da Coréia do Sul, que investiu "pesado" na educação, e na formação de mão de obra qualificada em relação a países que competem conosco.

 

É este país que queremos e lutamos.


Fonte: Veja

Faculdades me acho, profissionais fracassados


Houve época, quando estava na graduação, que nossa instituição não era a melhor em qualidade de ensino, claro que isto afetava muito a nossa auto-estima de estudantes, afinal o curso era para formar profissionais ao mercado. O que leva a relembrar esta história é o excelente artigo da revista Época, A turma do "Eu me acho" . "A educação moderna exagerou no culto à autoestima – e produziu adultos que se comportam como crianças. Como enfrentar esse problema. Os alunos do 3º ano de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, estavam
reunidos, numa tarde ensolarada no mês passado, para o momento mais especial de sua vida escolar, a formatura. 

 

Com seus chapéus e becas coloridos e pais orgulhosos na plateia, todos se preparavam para ouvir o discurso do professor de inglês David McCullough Jr. Esperavam, como sempre nessas ocasiões, uma ode a seus feitos acadêmicos, esportivos e sociais. O que ouviram do professor, porém, pode ser resumido em quatro palavras: vocês não são especiais"

 

Lá  na minha graduação, a melhora na auto-estima foi dada por um professor de Administração de Materais : " Tem muita faculdade que se acha a melhor, mas a qualidade de seus alunos é igual ou inferior a vocês" , a opinião estava embasada na sua experiência em uma dessas "faculdades que se achava". Complementando ele disse : " A importância do nome da instituição de ensino conta muito no mercado, mas lá não será observado somente tuas notas e curriculo, mas também seu desempenho em cumprir as expectativas e metas da empresa. Comprometimento e inovação contarão mais que notas vistosas. 

 

E uma aula que era para ser técnica, o professor trabalhou com a motivação e autoestima de seus alunos : "o sucesso é melhor caminho para ser reconhecido, tenham em suas cabeças objetivos a cumprir e não esperem tapinhas nas costas quando cumprirem. O mercado é seletivo e competitivo, os melhor vencem, não por terem estudados em faculdade de nome, mas por serem bem sucedidos em cumprir suas missões."

 

Não precisava dizer mais nada, os alunos entenderam a dica, e principalmente o recado : " quem cola nas minhas provas, mostra que não está pronto para vencer no mercado profissional.

Inovação, importância da educação no fomento da prosperidade




reunião almoçoO Presidente do Conselho de Administração da Altus, Ricardo Felizzola,  falou na tradicional reunião almoço Tá na Mesa, da Federasul, em Porto Alegre/RS. Em outras palavras, referiu-se a dois dos mais graves problemas que impedem o pleno desabrochar da economia do RS, ao falar sobre Inovação:

1) Má educação.

2) Apego carnal a uma cultura baseada em valores ultrapassados.

Ao avisar que mais inovação gera maior competitividade e com isto a prosperidade é resultado direto, Ricardo Felizzola listou os quatro principais ativos da inovação:

1) capital humano. 2) conhecimento. 3) cultura empresarial. 4) marcos legais.

O Brasil está muito longe de integrar o time de Países inovadores. “Queremos ser inovadores, mas o emaranhado de burocracia ainda emperra muitas ações”, salientou. Ele considera que o governo tem de dar as condições básicas e ser mais rápido nas respostas.

Aqui tudo é mais lento, como no RS é ainda mais lento. Comparou a Secretaria Estadual de Educação a uma empresa com 150 mil funcionários, “metade aposentado, metade trabalhando” e que ainda tem de enfrentar o sindicato mais forte do Estado. Por isto, ele entende que é preciso mudar a responsabilidade sobre a educação.

Na palestra que fez para um público que ouviu tudo em silêncio sepulcral, o presidente do Conselho de Administração da Altus listou as 10 maiores empresas mais inovadoras do mundo, 90% delas das quais são americanas e 10% asiáticas. Entre elas estão: Appleo, Facebook, Google, Salvar City, Amazon, Square e Twitter. Há 10 anos, a proporção era de 40% por 60%.- A inovação, ensinou Felizzola ao seu distinto público, é resultado da educação e do empreendedorismo, só existe no capitalismo porque não há inovação sem mercado. Ela só acontece em ambiente propício e é resultado da competição.

Fonte: Federasul

Piada de Português? Não!


Quantas vezes eu, você e a população brasileira já ouviu falar, riu e passou adiante piadas sobre nossos co-irmãos lusitanos. Mas agora, baseado nesta noticia abaixo (08/02/2012), eles poderão contar a "piada do brasileiro que desiste do ensino superior".


[caption id="attachment_209" align="alignleft" width="200" caption="piada de português"]lusitano[/caption]

 O secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, disse hoje que, em comparação com o mesmo período do ano lectivo anterior, houve menos alunos a desistir do ensino superior.


E agora vamos dizer o que , já que somos  "pretensos" lideres do mundo?



Dia do Professor, faça a diferença

Hoje é dia do professor, para que este valoroso profissional seja devidamente homenageado é importante ressaltar vários aspectos da educação. Entre eles poderíamos destacar:




  • Motivação

  • Valorização

  •  Infraestrutura


[caption id="attachment_140" align="alignleft" width="234" caption="ensino de administração"]professor[/caption]

Já falei em meus outros blogs sobre os profissionais que foram fundamentais na minha base escolar, agora é hora de falar naqueles que foram importantes no meu ensino superior.  Acho que eu, e todos os que querem fazer um bom curso, gostam de aulas motivadores e diferentes, sem a mesmices dos formatos atuais : alunos sentados, professores escrevendo no quadro negros, fórmulas ultrapassadas, desmotivação, tentativas de "colas" nos exames e todo o enredo que conhecemos tão bem.


Dois professores se destacaram no rompimento destas mesmices, mais pelas suas idéias e conceitos do que pela forma inovadora das aulas.


Destes professores tirei algumas conclusões, são as seguintes:

Prof. Roberto Mussnich : "Pensar não cheira, e é diferencial de carreira" - Sim, o pensamento era pausterizado : decorar conceitos e repetir os textos nas provas. Inovação dele (matéria Mercadologia II ) ) , fazia uma observação nas provas de exame, deveriamos aceitar ou rejeitar a observação, justificando e convencendo que sua opinião não era apenas uma construção decorada.


Prof. Ernani Denhardt : Provas diferencidas por conhecimento abrangendo toda a matérias, mas com distribuição aleatória conforme disposição do aluno na sala de aula, dificuldando a "cola". Frase de efeito: "cola" na prova, mostra a mediocridade do aluno e a péssima inclinação do futuro profissional, com forte tendencia ao fracasso.  Ele dizia : o professor ensina que a vida não aceita "cola" e os mediocres são piores fracassados perante a si mesmo.


É acho que aprendi mesmo...

Valeu Roberto e Ernani, alguma coisa (além) aprendi com você

Espera que vocês, leitores, também tenham aprendido alguma coisa extra com seus professores, além do "copiar e colar"